Curtas gaúchos em destaque no Capitólio

"O Dia em que Dorival Encarou a Guarda", de 1986, é uma adaptação do oitavo episódio do livro "O Amor de Pedro por João", de Tabajara Ruas.

“O Dia em que Dorival Encarou a Guarda”, de 1986, é uma adaptação do oitavo episódio do livro “O Amor de Pedro por João”, de Tabajara Ruas.

A Cinemateca Capitólio, no centro de Porto Alegre, reserva seu horário nobre da sexta-feira, 8, para comemorar os 30 anos de fundação da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul (APTC RS). Com sessão aberta ao público, a partir das 20h, serão exibidos quatro curtas gaúchos seguidos de um debate mediado por Giba Assis Brasil, atual presidente da APTC.

Culturíssima entrevista Giba Assis Brasil

Para o evento, foram escolhidos os filmes O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, de Jorge Furtado e José Pedro Goulart, O Arraial, de Otto Guerra e Adalgisa Luz, Outros, de Gustavo Spolidoro, e Quarto de Espera, de Davi Pretto e Bruno Carboni. Após a exibição dos curtas-metragens, o debate irá contar com a participação de Fernanda Coelho, especialista em arquivamento e preservação de audiovisual, tendo carreira destacada dentro da Cinemateca Brasileira;  Glênio Póvoas, doutor em Comunicação Social, roteirista, professor da PUC e autor de trabalhos sobre a história do cinema gaúcha; Luciana Tomasi, jornalista, escritora e cineasta, foi uma das sócias da Casa de Cinema de Porto Alegre até 2011 e hoje dirige a Prana Filmes; e Marcus Mello, crítico de cinema, mestre em Literatura Brasileira e especialista em gestão cultural.

As escolha dos filmes primou pela importância simbólica de cada um ao longo das últimas três décadas da produção audiovisual do Rio Grande do Sul. A explosão criativa dos curtas em meados dos anos 80, representada pelo internacionalmente premiado O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, que revelou os cineastas Jorge Furtado e José Pedro Goulart. A consolidação do cinema de animação no estado, com O Arraial, de Otto Guerra e Adalgisa Luz. A geração surgida nos anos 90 com Outros, uma das tantas bem sucedidas experiências de Gustavo Spolidoro com o plano-sequência. E a mais nova geração, com a leva de profissionais formados nos cursos de cinema criados no RS a partir dos anos 2000, com Quarto de Espera, de Bruno Carboni e Davi Pretto.

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