Entrevista | Cuscobayo leva América Latina ao Morrostock

(Foto: Diego Rosinha)

Por Diego Rosinha

A cada Morrostock, ao longo dessas onze edições, uma enxurrada de boas bandas surge – ou melhor, aparece, já que muitas estão escondidas em meio ao lamaçal formado pela Indústria Cutural. O local pouco importa, Sapiranga, onde ocorreram os primeiros festivais, ou Santa Maria, onde ocorreu a mais recente edição do evento, entre os últimos dias 1º e 3 de dezembro. Se ano passado, um dos destaques foi a performance memorável do Bloco da Laje (relembre aqui), neste ano chamou a atenção, entre tantos outros, o grupo Cuscobayo.

O nome da banda é uma referência ao clássico cachorro de rua de espírito livre encontrando nas cidades do mundo revirando latas de lixo em busca de alimento e vida. Misturando ritmos latinos, reggae, folk, MPB, maracatu, cumbia e viagens interestelares sem gasolina, o grupo formado em 2012, em Caxias do Sul/RS, botou o público morrostockiano para dançar.

O site conversou, exclusivamente, com a banda formada por Alejandro Montes (Trompete e Voz), Marcos Sandoval (Cajon e Voz),  Lourenço Alberti (Baixo),  Rafael Froner (Violão / Voz) e Rafael Castilhos (Percussão).

Culturíssima – Quais são as principais influências musicais?
Cuscobayo –
 Existem diversas influências, que passeiam entre o reggae, o folk, a mpb, o maracatu e a cumbia. Difícil resumir isso em nomes de bandas, pois cada integrante traz uma carga musical diferente que encaixa dentro da nossa proposta.

Notei uma carga política bastante forte…. vocês participam de coletivos, grupos políticos etc? Tem uma ideologia definida?
Não participamos de nenhum grupo ou coletivo político, não diretamente. Mas nossa proximidade com um discurso de esquerda é demonstrada em diversas músicas nossas.

É a primeira vez que vocês tocam no Morrostock?
É nossa segunda vez no festival, a primeira foi ainda em Sapiranga, interior do Rio Grande do Sul. Temos uma relação próxima com a Marquise 51 e realizamos alguns eventos juntos em 2017, mas para o Morrostock entramos no edital e acabamos sendo chamados novamente.

Qual a importância desse tipo de evento para a música/cultura brasileira? Vocês já tocaram em outros do mesmo estilo? Quais?
Os festivais são o motor da cena independente, no Brasil não é diferente. Quanto mais festivais existirem, mais o público vai conhecer bandas novas e fomentar o cenário musical. Já tocamos em alguns festivais, Pira Rural (Sobradinho/RS), Grito da Terra (Concórdia/SC), Enxame (Caxias do Sul/RS), Contrapedal (São Paulo/SP) e Móveis Convida (Brasília/DF).

Vocês voltariam ao Morrostock no ano que vem?
Queremos voltar sim, é um festival muito querido por nós. Sempre fomos abraçados pelo público e pela organização.

Em uma palavra, resuma o que foi tocar no Morrostock 2017?
Acho que existe uma palavra pra resumir nossa passagem pelo festival, SINERGIA. Sinergia com o público, com as bandas, com o local, realmente foi tudo muito especial.

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  • 28 DE MARÇO NOS CINEMAS