Psicodália 2017 celebra sua 20° edição com seis dias de programação durante o carnaval

Psicodália 2015 por Lari Lará

Celebração acontece na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho/SC (foto: Lari Lará)

Há alguns anos no Brasil, diversas iniciativas de movimentos culturais e coletivos têm subvertido o que o senso comum tomou como “pular carnaval”. Certamente, uma dessas iniciativas mais importantes – talvez a mais – é o Psicodália. Em 2017, o festival, que ocorre durante os seis dias de carnaval, chega em sua 20° edição. Pelo sétimo ano consecutivo, a celebração acontece na Fazenda Evaristo, um lugar de 500 mil m² de área verde, localizado em Rio Negrinho, norte de Santa Catarina.

A organização do evento espera receber 5 mil pessoas. Ao todo, o Psicodália 2017 terá cerca de 200 atrações entre shows, oficinas e workshops, espetáculos teatrais, cinema, além de atividades recreativas para adultos e crianças. O local está equipado com ambulatório e praça de alimentação 24 horas, minimercado, feirinha e bazar, cinco áreas de camping arborizadas, com banheiros, iluminação, limpeza e segurança. O passaporte dá direito a toda essa estrutura durante os seis dias de programação, e podem ser adquiridos online.

(foto: Nicolas Pedrozo)

(foto: Nicolas Pedrozo)

Na programação musical, como de praxe, uma diversidade interessantíssima entre artistas conhecidos do grande público e bandas conceituadas no circuito alternativo. Entre os headliners desta 20° edição do Psicodália está Ney Matogrosso, que fará sua primeira participação no festival. A cantora Céu, e o tremendão Erasmo Carlos, também são atrações confirmadas.

Ainda surgem como destaques, nos shows que estarão distribuídos em três palcos, os gaúchos Dingo Bells e Ian Ramil, a histórica banda de rock progressivo Casa das Máquinas, além de excelentes novas expressões da música brasileira, como Metá Metá e Trombone de Frutas, com a participação de Di Melo, Liniker e os Caramelows, entre outros.

As informação sobre datas, horários e ordens dos shows, estão sendo divulgadas aos poucos na fanpage oficial e também no site do Psicodália 2017.

Fotos da edição 2016

Um pouco da História do Festival

O Psicodália surgiu no ano de 2001, como um projeto piloto em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Desde então, já passou por várias sedes, nos estados do Paraná e Santa Catarina, e também já teve vários formatos. Apenas em 2003, quando o festival já acontecia em sua terceira cidade-sede, em Lapa/PR, foi que ganhou o nome de Psicodália. O objetivo sempre foi criar um espaço para que bandas autorais e independentes pudessem tocar e divulgar seus trabalhos.

Em 2006 aconteceu, talvez, uma das maiores sacadas dos organizadores do festival: o Psicodália passou a ser realizado no carnaval. “É um feriado que costuma ser mais longo que os feriados de fim de ano e, por esse motivo, o festival passou a ser organizado nesta data para poder ter mais dias de festa”, explica Eloisa Misturini, coordenadora de comunicação do evento. Também em 2006, o festival mudou-se para uma chácara no município de São Martinho/SC,  local com infra-estrutura necessária para receber até 3 mil pessoas. Lá, aconteceram cinco edições.

(foto: Flávio Ribeiro)

(foto: Flávio Ribeiro)

Mas o Psicodália seguiu crescendo, e era preciso encontrar outro local.  O lugar escolhido foi a Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho, norte de Santa Catarina, onde o festival é realizado desde então, em uma área de 500 mil metros quadrados. “O público do Psicodália tem uma experiência diferente proporcionada pela vivência no festival ano após ano. E isso acontece devido aos shows, oficinas, teatro, cinema e toda a programação que o festival proporciona, bem como à convivência em sociedade com pessoas de vários lugares diferentes, porém com interesses em comum”, conta Eloisa.

Sem patrocínios empresariais ou estatais, o que mantém o festival vivo é o seu público. É por isso que a organização trabalha com uma ideia de fidelização. Quem, por exemplo, foi nas edições de 2015 e 2016, teve desconto e prioridade na compra do passaporte para essa edição comemorativa de 2017. “A garantia de acontecer uma próxima edição, por esse motivo, depende sempre da edição anterior, para que termine com caixa positivo para que possa acontecer um próximo festival. Mas temos público fiel, que frequenta o festival há mais de 10 anos, por exemplo, e essas pessoas nos permitem continuar”, conclui a coordenadora.

Documentário: Psicodália Festival 19ª Edição – 2016

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