Um papo com o cineasta Carlos Gerbase

Carlos Gerbase)entrevista

Luiz Paulo Teló

Na mitologia do filme Blade Runner (1982), replicantes eram androides com formas humanas, só que mais fortes e ágeis, geralmente usados para trabalhos pesados ou potencialmente arriscados. Não era tarefa fácil ter uma banda punk, em Porto Alegre, na década de 80. Nunca foi trabalho leve, em qualquer época no Brasil, fazer cinema. Tampouco jornalismo. Talvez por isso, um ano depois do lançamento do filme de Ridley Scott, tenha surgido, por essas bandas do sul, Os Replicantes. Na bateria, um Carlos Gerbase que já era jornalista, já fazia seus filmes, e que aprendeu a tocar, tocando.

Gerbase tem 20 anos de Replicantes nas costas, deixou a banda no início dos anos 2000, e mais de 30 de cinema e jornalismo. Essa semana, fomos até a Prana Filmes, fundada em 2011, após ele e Luciana Tomasi deixarem a Casa de Cinema. Lá, conversamos com o cineasta, que nos explicou como surgiu a polêmica nas redes com Roger, do Ultraje a Rigor, falou sobre o atual momento político do Brasil e como isso pode afetar ou não o setor audiovisual e ainda como traçou a estratégia de lançamento dos longas 3 Efes e Menos que Nada, que não priorizou as salas de cinema.

Culturíssima: Você esperava que a tua declaração, no facebook, sobre o Ultraje a Rigor, ia repercutir tanto quando repercutiu?

Carlos Gerbase: Não. Eu estava, na verdade, de férias, na praia, tranquilo. Inclusive postando muito pouco, tentando realmente ficar de férias, lendo bastante, etc. Só que aí teve o show dos Rolling Stones no Rio, e li então a queixa do Roger [Moreira] com relação a como eles teriam sido tratados, que nem lixo e tal. Vendo aquilo, a banda que abre se queixando da banda principal, pensei “pô, esse cara pode fazer tudo, menos se queixar de uma banda que abre ser maltratada”. Porque me veio rapidamente à memória tudo o que tinha acontecido quando os Replicantes abriram o show do Ultraje no Araújo Vianna. Sem pensar muito, porque quando a gente pensa demais, acaba não fazendo, sentei e escrevi aquele texto. Escrevi em 15 minutos, no máximo, mas tentando colocar basicamente o relato das ações, sem adjetivar. O que não lembrava perfeitamente, não escrevi. Escrevi o que tinha certeza que tinha acontecido. Quando fiquei em dúvidas, simplesmente não dei nomes: podia ter falado nome da produtora, de cada um da banda, individualmente, mas fazia muitos anos. Achei uma foto, e postei lá, como um post comum. Só que, assim que botei, um minuto depois, começou a repercussão, muito grande. E aquela coisa de facebook, começa a ter muita curtida e comentário quando as pessoas compartilham. A quantidade de compartilhamento foi muito grande, e alguém lá no Rio leu, e mandou para o Roger ler. Então o Roger entrou, e quem jogou gasolina foi a situação política, porque virou o coxinha Roger contra o petralha Gerbase. Mas no texto não tinha nenhuma conotação política, e as pessoas estavam me elogiando por esculhambar o conservador Roger, e eu não tinha escrito, de modo algum, com essa intenção. E quando o Roger escreveu, e até acho que escreveu de forma educada, contestando, mas de maneira educada, resolvi não responder. Porque aí teria a tréplica, a ‘quadréplica’, e daí não termina nunca. Vi também que o negócio estava tomando uma proporção que extrapolava a questão das músicas, dos shows, do relacionamento das bandas, e tinha virado uma disputa política entre as pessoas que estavam de um lado e as pessoas que estavam do outro. Então resolvi não responder. Tenho até que olhar de novo, mas acho que chegou a mais de 60 mil curtidas, e algo em torno de mil e oitocentos comentários.

Essa coisa do coxinha vs. petralha extrapolou. Ano passado, violência contra a mulher virou pauta de esquerda, como se bater em mulher fosse questão de ideologia ou posicionamento político.

Sabe que não é exatamente esquerda e direita, é quem ganhou a eleição e quem perdeu a eleição. A questão de esquerda e direita é claro que existe. Tem pessoas que estão mais à esquerda e pessoas que estão mais à direita. Mas geralmente, tem um centro aí que é muito grande, pessoas que nem se ligam muito nisso. Só que, como a eleição foi muito disputada em 2014, o país se dividiu, e os que perderam ficaram com um sentimento terrível, ainda mais porque acharam que podiam ganhar, e isso é a pior derrota possível. Ficou esse sentimento, que alimentou essa rivalidade muito grande. Claro, tem componentes políticos e ideológicos também, mas foi a eleição que fez surgir todo esse enfrentamento. Se pegar os atos de 2013, que em termos de rua, de participação popular, foram os mais importantes, ali tu não tinha esquerda/direita. Ali tu tinha um movimento de protesto, basicamente, contra o sistema, com muitas distorções. Aí depois da eleição sim, as coisas ficaram bem divididas.

Quando vocês montaram os Replicantes, o lance era mesmo só fazer um som ou tinha aquela coisa de fazer política, típica do movimento punk?

A origem da banda é, basicamente, musical e de diversão. Nós não sabíamos música, e ouvíamos muita música, obviamente. Mas não fazíamos músicas, eu, o Heron [Heinz] e o Cláudio [Heinz], e o que nos colocou na garagem para bater os instrumentos foi essa vontade de fazer música. Apenas isso. Mas havia, claro, influência do Sex Pistols, do Clash, do movimento punk, que é um movimento de contestação, e anarquista. As idéias básicas do anarquismo estão lá, nas primeiras músicas. Essa inconformidade, diria até essa desconfiança em relação a tudo o que vem do governo, seja qual governo for, os punks desconfiam, e às vezes lutam contra.

Agora, politicamente falando, o que estava acontecendo: final de 83, começo de 84, estava em um plano muito conturbado. O processo de abertura da ditadura finalizou, no governo Figueiredo, o Diretas Já foi pro saco, e aconteceu uma eleição indireta para presidente da república. O Maluf lançou-se candidato, pela direita, e o Tancredo pela esquerda. Lembro de fazer releases, para shows dos Replicantes, dizendo o seguinte: vamos lá pra dança, vamos lá pra cantar e para impedir que o Paulo Maluf seja presidente da república. Se o Maluf for presidente, aí nós estamos fodidos mesmos! Então havia, nos releases e na forma como a gente pensar, uma inserção política. Mas não havia nas letras uma ligação direta com qualquer partido, e nunca houve, e nem vai haver, espero, com os atuais Replicantes. A gente eventualmente apoiou algumas campanhas, de alguns candidatos. Fizemos shows para campanha do Olívio [Dutra], campanha do Tarso [Genro] – acho, não lembro direito. Porque todos os componentes da banda achavam, que deviam fazer essa inserção política. A gente tem convicções políticas. Mas nas letras, isso não entra tão claro, até porque as letras dos Replicantes não eram como as letras do movimento punk paulista, de Colera, 365, Garotos Podres, Ratos de Porão, que era aquela coisa de “nós, proletário, explorados pelo sistema”. A gente era de classe média, tínhamos nossos muitos problemas econômicos, mas não posávamos de filho de operário. Tínhamos nossa maneira de ver o mundo, e isso está nas letras, mas é uma inserção política muito mais anarquista do que de esquerda.

Na bateria dos Replicantes

Na bateria dos Replicantes

Você é um dos caras que dá depoimento no documentário Filme Sobre Um Bom Fim. O que achou do filme e como foi rever toda aquela cena em ebulição?

Achei muito bom. Na verdade, pra mim, que vi o filme nascer, o Boca [Migotto, diretor] foi lá na Casa de Cinema pedir material dos anos 80 e os arquivos dos Replicantes e o da Vortex, que são razoavelmente amplos e razoavelmente organizados, então a maioria das coisas que estão ali, não são novidade. Talvez um ou dois planos, mas eu já conhecia tudo, já sei daquela história toda. Tanto que, o que mais gosto no filme, são os depoimentos do Juremir [Machado da Silva], que na época eu não conhecia, hoje trabalho com ele na PUC, e ele falou de um grupo lá, do qual a gente não tinha o menor conhecimento. E estavam lá também, na Lancheria do Parque, curtindo a noite do Bom Fim. No mais, as coisas que aparecem ali são coisas que eu vivi. E como tenho muito registro audiovisual, daquela época, não chega a me bater tão forte, em termos de nostalgia.

O que veio primeiro: jornalismo, música ou cinema?

Me formei em jornalismo em 80, e nesse mesmo ano, quando estava estudando ainda, comecei a fazer jornalismo como repórter, na Folha da Tarde. Agora, minha inserção no jornalismo, como estudante, é em 77. Depois cinema. Em 78 eu já estava experimentando algumas coisas, com o Nelson Nadotti, que era meu colega lá no jornalismo, e que, como eu, acabou fazendo cinema. Hoje ele escreve novelas. A música é em final de 83, quando os Replicantes se reuniram pela primeira vez, para fazer os primeiros ensaios. Então são coisas mais ou menos perto. Mas tem duas coisas que antecedem, que é o ato de escrever, desde a adolescência e da infância eu lia muito e escrevia muito, e também fotografia. Tinha um irmão que tinha laboratório em casa, e comecei a aprender revelar filme, ampliar, etc. A imagem e a palavra fazem parte da minha vida desde o começo da década de 70.

Com toda a crise aqui do estado, e a nova composição de Ministérios do Temer, sem o Ministério da Cultura, e outras medidas de contenção de gastos que devem vir, o setor do audiovisual pode ser impactado?

Quero acreditar muito que algumas coisas que a gente conquistou nesses anos todos, vão ser mais fortes que as mudanças governamentais. As políticas fortes são políticas de Estado, e não políticas de Governo. Se tu pegar o cinema francês, ele é forte há décadas, desde o final da Segunda Guerra Mundial, porque a França decidiu que o cinema era importante. Então as políticas lá, entra governo, sai governos, elas se mantém. Os órgãos que mantém o cinema e as outras manifestações culturais também, têm uma estrutura que é forte. Claro, cada governo dá a sua ênfase, mexe aqui ou ali, mas não pode desmontar.

No caso do governo do Rio Grande do Sul, o Sartori entrou, tem os seus problemas, com certeza, mas o FAC [Fundo de Apoio à Cultura] continua existindo, assim como o Fumproarte, que começou lá no PT, e passaram outras administrações e ele continua. Então, a minha esperança é essa. Hoje no cinema tem o Fundo Setorial Audiovisual, tem a Ancine, o Ministério da Cultura dançou, foi para a educação, que eu acho uma péssima ideia. Mas torço para que as estruturas que estão aí, não sejam detonadas. Tenho esperança , mas tenho medo também de que eles possam mexer. O orçamento da Cultura é tão pequeno em comparação com outros ministérios, que qualquer corte que eles fizerem, será terrível. Na educação, no governo Dilma, já houve muitos cortes, muito ruins. A situação na educação já estava bem ruim. Na cultura não, na cultura as perspectivas eram melhores. Devem sair os cargos de confiança. O presidente da Ancine, Manoel Rangel, que fez um trabalho muito interessante, e que tem muitos críticos também, mas na minha avaliação fez um bom trabalho, ele é do PCdoB, e certamente esse aí vai dançar rapidinho. Quem vai ser o secretário  de cultura desse novo ministério a gente não sabe ainda, mas sabemos que tem quadros de pessoas importantes lá dentro que, se saírem, será uma perda. O ideal seria que os que estão entrando agora tivessem cabeça suficiente e senso cívico, ou sei lá, “sefragol”, para manter as coisas que estão rolando. Todo mundo que faz audiovisual, de um modo geral, está desconfiado.

Em 2007 e 2012 você lançou, respectivamente, os filmes 3 Efes e Menos que Nada, ambos chegando ao mesmo tempo na televisão, cinema, DVD e internet. Embora sejam lançamentos recentes, a cultura do estreaming ainda não estava difundida por aqui. Que avaliação você faz desses lançamentos e qual era a tua estratégia?

A minha avaliação é boa, para os dois lançamentos. Só que costumo dividir isso em duas partes: a questão econômica e financeira, e a questão emocional autoral. Vou começar pela emocional. É um dos piores sentimentos do mundo, para um cineasta, trabalhar três, quatro, cinco anos em um filme, e depois do primeiro final de semana, na segunda-feira tu receber a notícia que teu filme está morto. Eu vi isso acontecer com vários filmes. Estava na distribuidora quando o cineasta recebeu a notícia: “teu filme está morto, vamos enterrá-lo dignamente”. Isso acontecia e ainda está acontecendo com alguns lançamentos, porque nós importamos o sistema de lançamento norte-americano. No sistema deles, o primeiro final de semana é decisivo. Então eles armam tudo para que, naquele primeiro final de semana, o filme tenha que cumprir determinada meta, que foi avaliada pelo distribuidor, e com base nisso, eles investem “x” grana. É uma grana alta! Milhões de dólares em um lançamento grande, e esse lançamento vai estar em centenas de cinemas. Antigamente, primeiro nos EUA e depois no resto do mundo, mas agora são lançamentos mundiais. Lá, dá certo, porque eles têm esse marketing inicial, alavancam o filme, e por isso eles têm um dado, bastante confiável: se o filme fez tanto no primeiro final de semana, estando em “x” salas, a tendência é que ele faça tanto de grana nos EUA, tanto de grana no resto do mundo, e com isso eles montam as suas estratégias de manutenção do filme. É uma ciência quase exata. Eles podem se dar mal, eventualmente. E o Brasil importou isso. Só que tem um detalhe, esse tipo de lançamento serve para filmes de apelo popular, e nem todos são assim. E os filmes que não têm essa possibilidade, passaram a ser lançados assim. Quer dizer, tu está entrando no mercado, com poucas salas, e a lógica com que o filme é analisado é a mesma lógica desses outros. Se tu não tem marketing e dinheiro para fazer com que as pessoas vão no primeiro final de semana, tu está perdido. A avaliação é a mesma, sabe? O ingresso é caro igual, não há suporte de marketing, ninguém sabe que o filme está em cartaz, aí eventualmente tu consegue uma divulgação usando velhos conhecidos jornalistas, consegue uma distribuição razoável em algumas cidades, que aconteceu tanto com o 3 Efes quanto com Menos que Nada. Eles entraram em várias cidades, mas em um ou dois cinemas, e um horário só. Então, não tem como. Depois disso, no site da Ancine, quando ela revela os números de filmes que deram certo e dos que não deram certo, é um negócio absurdo,porque tu compara filmes que deveriam estar em categorias diferentes. Hoje em dia, de certa forma, os editais refletem isso, mas na hora de contar o público, o que conta é o da sala.

Trabalhei um monte no filme, fiz ele [3 Efes] quase sem dinheiro, foi filmado com 30 mil e finalizado com 100 mil reais. Agora vou colocar em cartaz nos cinemas para ele morrer na segunda-feira? Eu não! Não sou bobo. Aí durante o processo de realização eu já fiz vários acordos. Fiz um acordo com o Terra, que na época estava investindo bastante em audiovisual. Tinha um negócio chamado TV Terra, e estavam tentando colocar conteúdo audiovisual ali. Eles ajudaram, inclusive, a financiar o filme. Entrei com contato com o Canal Brasil, com a TVCOM, e com isso fiz umas pré-vendas, aí consegui dinheiro para lançar em DVD também, e quando o filme entrou eu tinha certeza absoluta que ele não morreria na segunda-feira. Nesse primeiro momento, no Terra, se não me engano, ele teve 37 mil visualizações, o filme todo, e um tempo depois, indo para o Youtube, ele chegou a mais de 300 mil espectadores. Nas salas, três mil e alguma coisa. O que discuti o filme e vi ele funcionando, foi muito mais na internet, e na TV, no Canal Brasil e TVCOM, do que nas salas.

Do ponto de vista econômico. Se tu coloca nesses outros lugares, tu não mata a sala? Primeiro, por quê vou me preocupar em matar um mercado menor e que tenho menos chance? A internet me ajudou a financiar o filme, e proporcionou que muito mais pessoas assistissem. Enquanto que o mercado da sala de cinema, só me deu prejuízo. Então me parece lógico. No Menos que Nada a gente repetiu a mesma estratégia, apesar de ser um filme maior, e os resultados foram exatamente os mesmos. Tanto do ponto de vista emocional, quanto do ponto de vista financeiro, o que fiz tem muita lógica. Se o filme tem qualidade, ao longo do tempo ele compensa, ele vai acabar sendo vendido. Hoje, para um filme que não é blockbuster, a grande entrada de grana é com vendas para televisão e mercados de estreaming. A gente fez uma venda do Menos que Nada para a HBO semana passada. Depois desse tempo todo. Ele foi rodado em 2010, lançado em 2012, e está vivo ainda. Isso é uma coisa que as pessoas também não sabem, que um filme que não vai tão bem nas salas, mas que tem qualidade, ele vai acabar chegando no mercado.

3efes

Depois desses mais de 30 anos de carreira no cinema, o que significam pra ti, hoje, os festivais?

Os festivais são importantíssimos, principalmente para quem está começando. São uma grande forma de entrada. Foram pra mim, quando fazia Super 8, e depois quando comecei a filmar em 35 mm. Até final dos anos 90, os festivais continuavam sendo muito importantes pra mim. Só que o grande festival gaúcho é o Festival de Gramado, que sofreu uma grande transformação no início dos anos 90, com a era Collor, e apesar de ser bacana, acho que não tem a mesma importância que tinha antes. Hoje, se tem uma quantidade imensa de festivais. Se quiser rodar com teu filme, tu vai rodar por vários – se ele tiver atração para os festivais, porque eles também querem um certo tipo de filme. Mas o que se sabe é que prêmios nesses festivais normais, não faz a menor diferença para a carreira comercial do filme. São bons para tu conhecer a crítica, são bons para conhecer pessoas, bons para tu viajar, mas não são bons para agregar valor ao filme. A não ser que seja um puta festival. Se é um filme que tenta ser comercial, e tu ganha Berlim, Veneza, Canne ou Sundance, talvez faça alguma diferença. Os outros festivais, não fazem a menor diferença. Festival de Gramado não faz a menor diferença. Festival Internacional do Rio de Janeiro, Festival de São Paulo, etc., não faz a menor diferença para um filme. As distribuidoras não estão nem aí para festival. Vou te dar dois exemplos de filmes gaúchos que há pouco foram super bem em um dos maiores festivais do mundo, em Berlim. Castanha e Beira-Mar estiveram lá, ganharam toda a divulgação em cima disso e tiveram um público pequeno nas salas.

Nos últimos anos a Prana tem trabalho no projeto Primeiro Filme, levando oficina de audiovisual a alunos e professores da rede de ensino. Como tem sido essa experiência?

A experiência é sensacional. Tem uma demanda imensa, nas escolas, em usar o vídeo como ferramenta de autoexpressão, sendo uma ferramenta que pode estar presente em diversas disciplinas diferentes. Isso existe independente do Festival Primeiro Filme. Quando tem sistemas de apoio, como tem, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação, aqui em Porto Alegre, um projeto de alfabetização audiovisual, as crianças adoram, os professores adoram, os diretores adoram. O projeto Primeiro Filme foi pensado em algo para dar força a esse movimento que acontece independente de qualquer coisa. A base do projeto é um livro que escrevi, mirando esse público de 16 anos. Claro, um cara de 30 ou um de 10, podem ler. Mas foi escrito visando o de 16 anos, o adolescente. O que ele precisa saber e fazer para o seu primeiro filme. Esse livro depois serviu de base ao site, de base ao DVD, junto com o Festival Primeiro Filme. Fizemos o festival para atrair os vídeos. O festival já teve sua segunda edição e agora e a ideia é fazer a cada dois anos. Estamos atrás de patrocínio, e estou otimista.

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